O BRASIL NUMA GELADA

O ministro Celso Amorim reclama da “surdez” do presidente golpista de Honduras, Robert Micheletti, mas esquece dos seus ouvidos que, certamente, estão “roucos”, ou da perda da sua sensibilidade para a percepção de fatos e da política. Se seus sentidos estivessem intactos, veria que o quadro mudou radicalmente e que o Brasil está se distanciando dos seus aliados na crise, entre os quais os Estados Unidos, e ficando mais próximo do semiditador Hugo Chávez, que nada mais é do que um paspalhão irresponsável do continente. O Itamaraty perdeu o controle da situação, perdeu o controle da embaixada em Tegucigalpa e está imerso numa grande crise que de há muito não se observa na política de relações exteriores brasileira, tradicionalmente marcada pela sensatez e pelo equilíbrio, mantendo o Brasil equidistante de problemas internacionais que nada têm a ver. Clique aqui para ler a íntegra da coluna de Samuel Celestino publicada hoje no jornal A Tarde.
