GIDEON DIZ QUE FAZCULTURA É ASSOCIADO A ROUBO
Foto: Evilásio Júnior/ Bahia Notícias

Segundo ator, Secult municipal é "imbecilidade"
O ator Gideon Rosa, um dos principais críticos da atual política cultural baiana, defendeu a retomada de projetos importantes, além da adoção de normas para incrementar o segmento artístico e equacionar os problemas enfrentados na Bahia. Para ele, a solução para a suposta concentração do Fazcultura na gestão passada não seria a sua extinção e sim uma mudança nos critérios de beneficiamento. Segundo o dramaturgo, o projeto estaria com a imagem associada a irregularidades. “Nenhuma empresa apóia hoje o Fazcultura, pois o ex-superintendente Paulo Henrique o associou à roubalheira. Quem vai entrar em um mecanismo de cultura que está sendo acusado de ser um vetor de roubo? Atualmente só uma pessoa é beneficiada pelo projeto que é o Frank Menezes através da Le Biscuit”, revelou. Gideon concordou com a iniciativa de parlamentares promoverem o debate, mas ressaltou que tem que haver resultados práticos. “Ninguém aqui é inocente. Há a proximidade do ano eleitoral e tem que ter o compromisso de apoio às demandas para que haja o apoio aos seus discursos”, avisou aos deputados Bira Coroa e Javier Alfaya. Ele condenou ainda a política municipal de unir a cultura e o esporte em uma única secretaria, já que as necessidades dos atletas seriam maiores e os artistas ficariam prejudicados. “Isso é uma imbecilidade”, sentenciou.
