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ALIADOS QUEREM ARQUIVAR AÇÕES CONTRA SARNEY


Wellington Salgado (PMDB-RJ) seria um dos protetores de Sarney

Os representantes do governo que integram o Conselho de Ética do Senado reúnem argumentos jurídicos para tentar salvar a pele do presidente da Casa José Sarney (PMDB-AP). A meta dos parlamentares é arquivar as cinco representações e seis denúncias contra o peemedebista, que é acusado de irregularidades como participação nos atos secretos, favorecimento de familiares e desvio de recursos da Petrobras. Uma das saídas é a alegação de que parte das ilegalidades teria ocorrido no mandato anterior do senador, reeleito em 2006. Em relação aos escândalos atuais, o trunfo seria a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), que normatiza que as acusações não podem ser baseadas em reportagens. Mesmo com a ameaça do líder do PSDB na Casa, Arthur Virgílio (AM), de entrar com recurso caso o Conselho não abra processo contra Sarney, a desvantagem da oposição é significativa no colegiado: dos 15 conselheiros, 10 são da base aliada e a maioria ligada ao presidente do Congresso. Entre eles os peemedebistas Wellington Salgado (RJ), Almeida Lima (SE) e Gilvam Borges (AP), que livraram o correligionário Renan Calheiros (AL) de situação semelhante em 2007. Com informações da Agência Estado.

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