Foto: José Cruz/ Agência Brasil

Heráclito Fortes diz que começará apurações nesta terça (21)
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) foi designada pela diretoria-geral da Casa para apurar a denúncia de que 82 estagiários teriam sido nomeadores servidores federais, sem concurso público, em 1992. A contratação ilegal, já que é proibida pela Constituição de 1988, foi autorizada na época pelo então presidente e hoje deputado federal, Mauro Benevides (PMDB-CE), e recebeu parecer favorável do próprio colegiado. O diretor-executivo da gráfica era Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado, por indicação do atual chefe do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), e exonerado em março por causa de escândalos supostamente vinculados ao seu nome. Entre os profissionais, conforme a atual direção, sete já foram aposentados e seis morreram, sendo que os familiares recebem pensão. O primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI), afirmou que vai conversar com os trabalhadores restantes, a partir desta terça (21), e elaborar as estratégias para o início das apurações. "O pessoal da própria gráfica está trabalhando na apuração da denúncia. Amanhã (terça), vou tomar conhecimento dos fatos e tomar as previdências cabíveis", afirmou. Informações da Folha On Line.