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CORREGEDORIA DO SENADO É CABIDE DE EMPREGOS

Criada para zelar pelo decoro parlamentar, a Corregedoria do Senado é, na prática, um exemplo do empreguismo e de desvios de função. O órgão que funciona há 14 anos, e sempre com o mesmo corregedor, o senador Romeu Tuma (PTB-SP), tem 46 servidores comissionados. Destes, 17 foram nomeados por atos secretos. Do total de funcionários, cinco são "fantasmas", isto é, ganham, mas não trabalham. Tuma diz que a Corregedoria já deu "várias contribuições" para moralizar a instituição. Mas cita apenas o processo que, em 2000, resultou na cassação do senador Luiz Estevão (PMDB), por mentir na CPI que investigou desvios na obra do Fórum Trabalhista paulista. De lá para cá, a Corregedoria tem se limitado a juntar documentos, como nas cinco representações feitas em 2007 contra o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Mas o número de servidores e os custos não pararam de crescer.

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