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MERO PROCESSO

Se fosse um julgamento sumário, o que não é concebível no Estado democrático de direito, não necessitaria que o crime continuado praticado durante 14 anos pelo ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia obedecesse a um ritual para levá-lo ao afastamento definitivo do cargo, a bem do serviço público. Não só ele, mas, também, o ex-diretor de recursos humanos da instituição João Carlos Zoghbi. O bom direito, no entanto, admite a presunção de inocência, mesmo que se trate de um bandido. A não ser que o bandido não seja um político e, sim, um ladrão de galinhas. Assim é que o primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes, abriu, ontem à tarde, um processo administrativo contra os dois (por ora) únicos presumíveis envolvidos. Todos os atos administrativos secretos da Casa, no período de Agaciel, que alcançam diversos presidentes do Senado, serão investigados. Clique aqui para ler a íntegra da coluna de Samuel Celestino publicada no jornal A Tarde de hoje.

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