ODE AO DOUS DE JULHO
Leia na Coluna Cheio de Arte: Ao contrário de países com tradições mais sedimentadas, porque mais antigas, o Brasil e a Bahia não cultivam ainda com muito afinco a glória de suas datas cívicas, reduzindo tudo aos ensaios de fanfarras em escolas de ensino fundamental. O nosso 2 de julho, por exemplo, não apenas foi arrancado do aeroporto internacional da cidade, como quase nunca aparece na lírica, ou no teatro, ou no cinema dos nossos artistas. Chegando mesmo a esta idéia soar um tanto ridícula ou caricatural. Ao mesmo tempo, ninguém estranha a exibição na tv local de um filme sobre o 4 de julho norte-americano. Na contramão disso estava (está) o poeta Castro Alves, autor de Ode ao Dous de Julho. Se os meninos de Pirajá, ou da Liberdade... soubessem a importância histórica desses bairros, talvez pudessemos começar a sonhar em viver num lugar de fato independente. Sobretudo de mentalidade independente.
