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BUROCRACIA PÚBLICA

Num dos poucos discursos de Tancredo Neves ao se eleger presidente após arrebentar o colégio eleitoral da ditadura, que avalizava, pelo processo indireto, o preferido pelo Alto Comando Militar para nomear o ditador, pode ser sintetizado numa frase, famosa à época que antecedeu a morte do duende mineiro: “É proibido gastar”. Os tempos eram, naturalmente, outros. O Brasil deixava a ditadura e almejava abraçar a “Nova República” (criação de Tancredo), que não se concretizou em consequência da tragédia e a ascensão de José Sarney ao poder. O País estava quebrado e arrasado moralmente pelo regime militar. Se os tempos eram outros, os de agora são de crise, mas o País tem mais musculatura econômica e financeira e se vai perder – como todos perderão – será muito menos do que a maioria dos países. Clique aqui e leia a íntegra da coluna de Samuel Celestino publicada hoje no jornal A Tarde.

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