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JUIZA DEFENDE PRESENÇA DA POLÍCIA FEDERAL

Seis assassinatos aparentemente relacionados, nenhuma pista e previsibilidade de pelo menos mais três mortes. Com esse histórico, o caso Maurício Cotrim receberá o reforço de dois delegados e seis agentes para a sua solução. Esta foi a decisão do secretário de Segurança Pública, César Nunes, transmitida aos deputados que estiveram ontem no seu gabinete, segundo o deputado Uldurico Pinto. “Num caso em que há suspeita de policiais envolvidos, é muito pouco”, reconhece o próprio juiz da Vara Criminal da cidade, Agenildo Fernandes. Na sua opinião, a situação requereria a presença da própria Polícia Federal. “É preciso uma investigação rigorosa, sem estardalhaço, mas com resultados efetivos”, afirmou. Além do deputado Maurício Cotrim, já foram assassinados Estácio Silva Gomes e seu filho João Paulo Gomes Silva; Antônio Medeiros, o “Alemão”; Paulo Pereira Anunciação e a viúva Regina Cotrim. Todas essas mortes confirmaram os boatos de que uma lista com seus nomes existia. Pela ordem, supostamente, os próximos seriam o deputado estadual Getúlio Ubiratan, o deputado federal Uldurico Pinto e o bispo D. Carlos. Alguns dos citados na tal relação chegaram a procurar se proteger, como a própria Regina Cotrim, que esteve em Salvador, denunciando o caso em programas de tevê, a autoridades policiais e ao presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Nilo (PSDB). Mas tais providências não impediram o que os boatos previam. As informações são do jornal A Tarde.

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