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FALA BRASIL ACUSA DELEGADO DE TRANCOSO DE PREVARICAÇÃO

Por (Daniel Pinto)

Uma matéria exibida agora há pouco no telejornal Fala Brasil, da Rede Record, mostrou falhas graves na “investigação” da morte de uma criança em Trancoso, no sul do Estado. Uma menina de três anos, filha de um neozelandês e uma brasileira, foi encontrada morta nos arredores de um condomínio de luxo no final do mês de janeiro. Os pais procuraram a autoridade policial do município, mas o delegado Ricardo Feitosa se negou a investigar o caso. Segundo a matéria do Fala Brasil, o IML demorou mais de 24h para apontar que a menina tinha sido vítima de afogamento. Por iniciativa própria, o casal deu início a uma investigação paralela e pediu ajuda a Polícia Federal, embaixada da Nova Zelândia e a Interpol. Enquanto isso, o delegado de Trancoso chegou a acusar o casal de negligência e de favorecimento por conta da condição social. O caso foi transferido para a Delegacia do Turista, em Porto Seguro. Antes do carnaval foi confirmado que a garota foi estuprada e morta pelo caseiro do condomínio. Sem saber que estava sendo filmado, o delegado de Trancoso acusou o Estado de não dar condições de trabalho aos agentes de segurança pública e tripudiou dos pais ao voltar a dizer que a garota só morreu porque o casal não lhe deu a atenção devida. “Quando vou para a praia não tiro os olhos dos meus filhos. O caso só repercutiu tanto porque eles são pessoas de dinheiro”, disse. O analista criminal da Record, Persival de Souza, afirmou que o delegado Ricardo Feitosa deveria ser acusado de prevaricação.

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