
Sarney prometeu o cargo e pode não cumprir. O líder Calheiros (PMDB) ri.
O ex-presidente da República Fernando Collor (PTB-AL), único da história a sofrer impeachment, e hoje senador, quer emplacar mais uma presidência em sua extensa carreira: a da Comissão das Relações Exteriores. O cargo foi prometido pelo antecessor dele no Planalto e atual chefe do Congresso, José Sarney (PMDB-AP), que se elegeu com os apoios do PMDB, DEM e PTB. Mas a oferta pode virar pó, já que os tucanos querem a vaga que teriam direito pelo critério da proporcionalidade, pois são a terceira maior bancada. Os peemedebistas devem indicar Garibaldi Alves (RN) para Assuntos Econômicos (CAE) e o DEM Demóstenes Torres para Constituição e Justiça (CCJ). Como os petebistas são apenas a sétima maior bancada, o PMDB, que possui a maior, teria que escolher a CRE para entregá-la ao alagoano e perderia a CAE. O imbróglio na disputa pelas 11 comissões travou a pauta da Casa e só deve ser definida em três semanas. Collor declarou que não abre mão do posto e o PSDB revelou que se for necessário disputará a vaga no voto e já teria 12 dos 19 possíveis. “Espero que o Collor não se exponha a essa situação”, alertou Arthur Virgílio, líder tucano no Senado.