
O atual presidente do Senado e ex da República, José Sarney (PMDB-AP), estuda a possibilidade de acionar a revista britânica “The Economist” na Justiça. Ele considerou “leviana e imprecisa” a reportagem intitulada
“Where dinosaurs still roam - A victory for semi-feudalism”, publicada esta quinta-feira (5). A matéria avalia a trajetória do peemedebista, o classifica como conservador e afirma que a sua terceira liderança no Congresso é estratégica para o fortalecimento da família dele no Maranhão, onde seu poderio estaria decadente. "Sarney pode parecer um regresso a uma era de políticas semifeudais que ainda prevalecem em alguns cantos do Brasil e puxam o resto dele para trás”, diz a edição. A Economist destaca ainda a situação social do estado nordestino, em que, segundo o texto, a taxa de mortalidade infantil é de 39 crianças mortas cada mil nascidas, o que seria 60% mais alta do que a média nacional, além de outros problemas graves. "O centro de São Luís está decrépito. As ruas estão cheias de buracos e a cidade conta com um extraordinário número de flanelinhas. Só no mês passado, houve 38 assassinatos na cidade de um milhão de habitantes". Sarney se defendeu e disse que na gestão da filha dele, a também senadora Roseana (PMDB-MA), o trecho citado foi “totalmente recuperado”. No último pleito ele foi eleito pelo Amapá e abriu vaga para que ela concorresse pelo Maranhão.