FUNDAÇÃO CIDADE MÃE ESTÁ ABANDONADA
Camas sem colchões, paredes e banheiros sujos, móveis quebrados, iluminação e ventilação inadequadas. O cenário de desestruturação nas unidades para crianças e adolescentes em situação de risco social da Fundação Cidade Mãe (FCM) foi denunciado por conselheiros tutelares que acompanham o atendimento e constatado pelo jornal A Tarde. O quadro, por si só, já aciona o sinal de alerta na rede de proteção infanto-juvenil, não fosse ainda mais grave ao encontrar eco em problemas de gestão denunciados por funcionários da fundação, vinculada à recém-criada Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Direitos do Cidadão (Setad). Enquanto trabalhadores terceirizados estão com salários atrasados, ninguém sabe o paradeiro da nova presidente da FCM, Sydney Nely Alves Oliveira, que, segundo funcionários, ainda não apareceu para trabalhar. O Ministério Público da Bahia apura a redução no atendimento pela fundação. Antônio Brito, responsável pela Setad, afirmou ontem que, se for preciso, irá realizar reformas nas casas de acolhimento
