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Pablo Souza diz que ônibus sem adesivos ficaram nas garagens em Salvador após Semob não aderir 100% da frota

Por Redação

Foto: Manu Dias/Divulgação/Governo da Bahia

A polêmica envolvendo a oferta de ônibus em Salvador durante o segundo turno das eleições teve novos desdobramentos nesta terça-feira (27). O secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, afirmou que parte dos veículos não foi adesivada para a operação do último domingo (25) e que a circulação desses ônibus foi permitida na cidade.

 

A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador. Questionado sobre relatos de passageiros a respeito da falta de ônibus e sobre a circulação de veículos sem adesivos, o secretário explicou que a frota não foi integralmente adesivada e que a orientação foi permitir a operação dos coletivos nessas condições.

 

“Nossa postura foi de não impedir que os ônibus saíssem com os adesivos. É óbvio que a gente não adotou uma frota 100%, por isso que teve ônibus, sim, nas garagens sem os adesivos. Em relação a fala de Fábio Primo, presidente do Sindicato dos Rodoviários, apresentei no Diário Oficial do dia 22 a programação de frota e enviei ao TRE com antecedência. Foi a mesma frota que foi adotada no primeiro turno e hoje, em cumprimento à determinação do TRE, os ônibus que são 100% monitorados por GPS, eu vou entregar o arquivo para que eles possam verificar essa prática, que foi exatamente o que nós adotamos”, explicou aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.

 

Pablo atribuiu parte da controvérsia e das acusações sobre a falta de ônibus ao acirramento do cenário político durante as eleições. O secretário também levantou suspeitas de articulação política em torno das críticas à operação do transporte público na capital baiana.

 

“Eu entendo que o momento político, no segundo turno, trouxe um acirramento dos ânimos. É natural, né, que em um momento tão importante para o nosso país, as pessoas acabem acalorando um pouco o debate, mas eu entendo que agora, passado o resultado das eleições, a gente volta a trabalhar com a normalidade, que a verdade está sendo estabelecida e que esse tipo de tratamento político — em que a frota metropolitana roda com 50% e não tem nenhuma consequência, apoiadores que têm fotos, imagens e vídeos não tiveram pedido de prisão feito pelo TRE —, eu não posso deixar de pensar que se trata de uma articulação naturalmente política, né? Tô à disposição, sempre, de qualquer informação”, afirmou.

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