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Após derrota de Flávio, Marçal questiona encerramento de votação e relembra: “Eleição não se ganha, se toma”

Por Redação

Foto: Reprodução Redes Sociais

Apoiador do candidato derrotado à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), o empresário e coach Pablo Marçal publicou um vídeo no qual questiona o encerramento da votação e levanta dúvidas sobre a apuração dos votos e a condução do processo eleitoral.

 

Marçal criticou o horário de fechamento das seções eleitorais em diferentes regiões do país e alegou que teria havido diferenças entre os horários de encerramento da votação.

 

“Treze minutos para fecharem as urnas. Só que as urnas que estavam abertas eram do Nordeste. Engraçado que, no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, todas as seções foram fechadas às 17 horas em ponto”, afirmou.

 

O empresário também mencionou dados que, segundo ele, teriam sido obtidos por meio de levantamentos internos. Marçal sustentou que os números indicavam uma vitória expressiva de seu aliado político.

 

“A pesquisa boca de urna estava dando 5 milhões e 500 mil votos”, declarou.

 

Na avaliação de Marçal, integrantes da oposição estariam tentando construir justificativas para contestar o resultado eleitoral e evitar o reconhecimento da derrota.

 

“A narrativa deles agora é, pelo menos, não reconhecer a derrota [...]. A sensação de ‘precisamos de uma narrativa para falar mal, para não ficar parecendo que perdemos’”, disse.

 

Marçal também rebateu argumentos relacionados a possíveis dificuldades de transporte de eleitores durante a votação.

 

“Falar que perdeu porque o povo não foi. É mentira. Porque a gente está recebendo uma multidão de vídeos do Nordeste onde não está faltando ônibus em lugar nenhum”, alegou.

 

Durante o pronunciamento, o empresário retomou uma frase atribuída a um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre disputas eleitorais e mencionou outra declaração que ganhou repercussão pública.

 

“Não sei se lembram, tinha um ministro no Supremo Tribunal Federal que falava o seguinte: ‘Eleição não se ganha, eleição se toma’ [...]. O mesmo ministro do Supremo Tribunal Federal soltou outra pérola: ‘Perdeu, mané’”, afirmou.

 

Marçal também criticou a atuação do Judiciário em questões relacionadas ao processo eleitoral, classificando a judicialização da campanha como prejudicial ao debate público.

 

“Levar a judicialização da campanha do segundo turno é criar um caos, é querer gastar dinheiro público, tomar meu tempo, chamar eu e você de otários”, declarou.

 

Ao comentar a atuação do Supremo, o empresário questionou a competência da Corte para tratar de questões eleitorais.

 

“Se o negócio é decidido pelo Tribunal Superior Eleitoral, o que é que o Supremo está enfiando a cara nisso? Isso é um absurdo”, completou. O pronunciamento teve cerca de dez minutos de duração.

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