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ACM Neto chama pedido de busca da PF de "tentativa de influenciar" eleição na Bahia

Por Redação

Foto: Maurício Leiro / Bahia Notícias

O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), se pronunciou sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Em nota enviada à imprensa, o vice-presidente nacional do União Brasil classificou o episódio como uma “tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento”.

 

O ex-prefeito de Salvador também comentou as informações que circularam sobre o caso durante a manhã desta quinta-feira. Segundo Neto, o episódio seria “uma nova tentativa de influenciar na eleição da Bahia”.

 

“Na semana passada, convoquei uma coletiva de imprensa para denunciar esse tipo de ataque à nossa candidatura. Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente. Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia”, diz um trecho do comunicado.

 

O candidato ainda afirmou que nunca foi investigado na operação e negou ter relação com as irregularidades apuradas.

 

“A Operação Overclean começou em dezembro de 2024 e, nesses quase dois anos, nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de ato ilícito. E não houve justamente porque não tenho nenhuma relação com qualquer dos fatos que estão sendo investigados. A completa e total inconsistência dessas insinuações foi confirmada pela decisão do STF, que indeferiu o pedido formulado na representação, conforme divulgado pela imprensa”, afirmou.

 

Segundo informações da coluna de Natália Portinari, do UOL, ACM Neto é investigado sob suspeita de ter indicado Bruno Barral para a Secretaria de Educação de Belo Horizonte com o objetivo de favorecer empresários em licitações públicas que, posteriormente, poderiam gerar retorno em forma de propina. A PF apura ainda a possível influência do União Brasil sobre indicações em troca de retornos ilícitos em contratações públicas.

 

A PGR havia dado parecer favorável ao pedido de busca relacionado a ACM Neto, mas Nunes Marques negou a medida por considerar que não havia base legal suficiente para autorizá-la. A 10ª fase da Operação Overclean investiga suspeitas de irregularidades em contratações da área de Educação da Prefeitura de Belo Horizonte realizadas entre 2024 e 2025.

 

Segundo a PF, os contratos investigados somam mais de R$ 80 milhões e podem envolver, em tese, crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ao todo, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em seis estados.

 

Veja a nota completa:

“Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento.

Na semana passada, convoquei uma coletiva de imprensa para denunciar esse tipo de ataque à nossa candidatura. Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente. Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia.

A Operação Overclean começou em dezembro de 2024 e, nesses quase dois anos, nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de ato ilícito. E não houve justamente porque não tenho nenhuma relação com qualquer dos fatos que estão sendo investigados. A completa e total inconsistência dessas insinuações foi confirmada pela decisão do STF, que indeferiu o pedido formulado na representação, conforme divulgado pela imprensa. Temos a chance de, em 17 dias, vencer um grupo político que controla o governo do estado há 20 anos e que já demonstrou que é capaz de fazer qualquer coisa para se manter no poder, tentando inclusive usar as estruturas de Estado para interferir no resultado da eleição. Nada disso vai me abalar e nem me desviar do meu propósito de servir ao povo da Bahia.

Seguirei rodando o Estado, divulgando minhas propostas de governo e dialogando com a população, até o dia 4 de outubro, quando o povo terá oportunidade de dar uma resposta nas urnas.”

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