Girão diz que acionou Conselho de Ética no Senado contra Ciro Nogueira e Jaques Wagner em caso do Master
Por Redação
Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o senador Eduardo Girão (Novo) disse que acionou e efetuou representações no Conselho de Ética do Senado Federal contra três colegas. Entre esses, estão o presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (União), Ciro Nogueira (PP) e o baiano Jaques Wagner (PT).
“A gente precisa entender que, infelizmente, aqui na Bahia foi colocado o ovo da serpente de tudo isso, Credcesta, essas relações. Inclusive, entrei contra o Jaques Wagner no Conselho de Ética. Está lá na fila. Davi Alcolumbre foi o primeiro, depois Ciro Nogueira, e por último Jaques Wagner. Não estamos nos omitindo em relação a colegas. Não tenho nada contra eles, sempre me trataram muito bem, mas a gente não pode fechar os olhos para o que está acontecendo”, disse Girão.
O senador relembrou a tentativa de instaurar a CPI do Banco Master, alegando que seu pedido obteve a assinatura de 53 senadores, mas foi engavetado pela presidência do Senado. O candidato a vice-presidente pelo Novo questionou o engavetamento de pautas ao citar o envio de R$ 400 milhões de reais da AMPREV (Caixa de Previdência do Amapá), vinculando a gestão do órgão ao tesoureiro de campanha e ao irmão de Davi Alcolumbre.
"O requerimento de CPI do Banco Master, o primeiro foi meu, em novembro do ano passado. Aliás, teve um antes, em abril, e misteriosamente os senadores assinaram, conseguiu o número recorde. No entanto, o autor da CPI retirou o pedido e acabou com a CPI. Tivemos a assinatura de 53 senadores da República. Alcolumbre pegou a minha CPI, que nunca teve um número tão grande de assinaturas, e jogou debaixo da mesa”, revelou.
