Incêndios na Europa avançam e isolam 270 mil em França e Espanha
Por Redação
Mais de 270 mil pessoas foram evacuadas em razão de incêndios florestais que avançam no sudoeste da França e nas proximidades de Madri, na Espanha. As chamas seguiam fora de controle neste sábado (25), com ventos superiores a 50 km/h, altas temperaturas e baixa umidade dificultando o trabalho dos bombeiros e militares na região.
Segundo informações do G1, a Espanha concentra mais de 70 mil desalojados ou confinados na região de Madri, onde a presidente regional, Isabel Díaz Ayuso, classificou o evento como o "pior incêndio da História" naquela área.
Na França, cerca de 197 mil pessoas foram retiradas das zonas ameaçadas no sudoeste do país, onde as chamas já destruíram 22 mil hectares, o equivalente ao dobro da área de Paris, conforme anunciou o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez.
Na Espanha, o principal temor das autoridades espanholas neste sábado é a fusão entre dois focos distintos: o da região de Madri, com cerca de 6 mil hectares queimados, e o da província vizinha de Castela e Leão, onde aproximadamente 9 mil hectares foram devastados.
As chamas atingem municípios residenciais populosos cercados por colinas e vegetação rasteira, condições que favorecem a propagação do fogo. A Guarda Civil prendeu uma pessoa e investigava outra como possíveis autores do incêndio em Castela e Leão.
Desde 1º de janeiro, quase 130 mil hectares foram queimados na Espanha, em comparação com 393 mil em todo o ano de 2025.
No sudoeste francês, os departamentos de Gironda e Landes são os mais afetados. O fogo avança sobre áreas próximas à região vinícola de Bordeaux, obrigando moradores e turistas a fugir da península de Cap Ferret de barco e por estrada em plena temporada de férias.
O incêndio, iniciado na quarta-feira (22), já é considerado o mais devastador registrado no país nos últimos 50 anos e supera os grandes incêndios que atingiram a mesma área em 2022.
A Gironda abriga alguns dos vinhedos mais prestigiados do mundo. A economia da região depende fortemente da viticultura, do turismo e das atividades associadas ao setor, o que amplia o impacto potencial das queimadas, além das perdas florestais e humanas imediatas.
REFORÇOS
Climatologistas do grupo World Weather Attribution, em estudo publicado na sexta-feira (24), concluíram que as mudanças climáticas, causadas principalmente pela queima contínua de petróleo, carvão e gás, agravam a seca atual que alimenta os incêndios.
Macron anunciou que a França receberá reforços da União Europeia: duas aeronaves Canadair da Croácia, duas aeronaves Air Tractor de Portugal e dois helicópteros de carga pesada Black Hawk da República Tcheca e da Eslováquia. A Espanha, por sua vez, receberá dois aviões Canadair enviados pela Itália e dois pela Grécia, conforme informou o ministro Fernando Grande-Marlaska.
