Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Notícia
/
Internacional

Notícia

Jornalista relata brigas e desorganização em filas no aeroporto de Lisboa 

Por Redação

Foto: Arquivo pessoal / Davi Galantier Krasilchik

Passageiros enfrentaram longas filas, atrasos em voos e episódios de confusão no Aeroporto de Lisboa devido à falta de funcionários e a problemas operacionais na imigração. Isso é o que dia o relato feito pelo repórter Davi Galantier Krasilchik, da Folha de S.Paulo, e publicado pelo jornal Público, nesta sexta-feira (17).

 

No texto, ele explica que a desorganização afetou diversos voos internacionais. Um voo com destino a São Paulo, inicialmente previsto para as 23h30, sofreu quase uma hora de atraso. De acordo com a administração do aeroporto, a falha decorreu de "problemas no sistema". O piloto da aeronave também informou aos passageiros que o carregamento das bagagens foi prejudicado pelo deficit de equipes em terra.

 

Embora o despacho de malas e a inspeção de segurança tenham ocorrido de forma célere, o principal gargalo foi registrado no controle de passaportes. Apesar de o novo sistema de totens digitais da União Europeia ter operado com rapidez, o fluxo travou na etapa da checagem manual.

 

“Das 18 cabines disponíveis, apenas quatro funcionavam naquele momento. Duas eram para passageiros prioritários, como idosos e portadores de passaportes da União Europeia, e duas para outros passaportes – essa fila era bem maior. Por volta de 21h30, um funcionário ainda deixou uma dessas quatro cabines em operação”, escreveu o jornalista.

 

 Krasilchik diz ainda que a escassez de funcionários e a falta de informações geraram protestos e episódios de tumulto na fila de embarque, que durava mais de uma hora. 

 

“Durante a hora em que estive na fila, vi grupos revoltados com a situação e viajantes furando a fila – alguns falavam com pessoas em fileiras à frente e tiravam a faixa entre elas para ficar perto de seus supostos conhecidos, enquanto outras simplesmente se espremiam e tentavam seguir em frente”, destaca. 

 

Segundo o jornalista, a falta de dados centralizados obrigou passageiros com voos iminentes, como destinos para Doha (Catar) e Cabo Verde, a abandonarem suas posições ou pedirem licença em meio a protestos dos demais usuários para tentar obter atualizações junto aos funcionários da triagem. 

 

Durante o relato, Davi Krasilchik narra que cenário de lentidão e saturação foi verificado tanto no setor de partidas quanto nas filas de desembarque para a entrada em Portugal.