Tiroteio no Vidigal deixa cerca de 200 turistas ilhados no Morro Dois Irmãos durante Operação Duas Rosas II
Por Redação
Cerca de 200 turistas ficaram ilhados no Morro Dois Irmãos, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (20), após um intenso tiroteio durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro para prender chefes do Comando Vermelho que atuam na Bahia.
A operação foi deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e das Polícias Civis da Bahia e do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (20) na comunidade do Vidigal, Zona Sul do Rio de Janeiro, com o objetivo de prender lideranças de uma organização criminosa do sul da Bahia que estavam escondidas na região.
O grupo, que havia subido a trilha ainda de madrugada para acompanhar o nascer do sol, não conseguiu descer enquanto os disparos eram registrados na comunidade do Vidigal. A contenção dos turistas foi uma medida de segurança, adotada por recomendação do MP-BA.
Segundo relatos de moradores, para a TV Globo, houve troca de tiros em diferentes pontos da favela desde as primeiras horas do dia, provocando medo e apreensão.
Durante a ação, criminosos interditaram a Avenida Niemeyer com um ônibus atravessado e contêineres da Comlurb, bloqueando a via que liga São Conrado ao Leblon. A liberação ocorreu por volta das 6h50, quando um comboio da Polícia Militar escoltou motoristas na região.

Foto: Reprodução / TV Globo
Por volta das 7h20, após a situação ser controlada, os turistas conseguiram deixar o Morro Dois Irmãos e descer a comunidade acompanhados por blindados e viaturas policiais. De acordo com os próprios visitantes, os guias orientaram que todos permanecessem abaixados durante os disparos.
NO RIO DE JANEIRO
Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil, participaram de uma operação realizada no Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro, com o objetivo de cumprir mandados contra chefes do Comando Vermelho que atuam no tráfico de drogas no sul da Bahia. A ação foi coordenada pelo MP-BA.
De acordo com a TV Globo, o principal alvo era Edinaldo Pereira Souza, conhecido como Dada, apontado como líder do tráfico na região de Caraíva, no extremo sul baiano. Segundo as investigações, ele vinha sendo monitorado pelo Ministério Público, que identificou sua movimentação recente no Rio de Janeiro.

Foto: Divulgação / Seap
Em 2024, Dada fugiu de um presídio na Bahia junto com outros 15 detentos. Após a fuga, passou a se esconder na Rocinha, em São Conrado, sob proteção do Comando Vermelho. Nos últimos dias, ele teria alugado uma casa no Vidigal, comunidade vizinha, onde recebia familiares e amigos para uma festa.
Ainda segundo as informações apuradas, ao fugir durante a operação, o suspeito deixou para trás parentes e convidados que estavam no local. O monitoramento prévio das autoridades foi determinante para a deflagração da ação policial na comunidade.
OPERAÇÃO DUAS ROSAS II
Uma operação conjunta do Ministério Público da Bahia (MP-BA), da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e das Polícias Civis da Bahia e do Rio de Janeiro foi deflagrada na manhã desta segunda-feira (20) na comunidade do Vidigal, Zona Sul do Rio de Janeiro, com o objetivo de prender lideranças de uma organização criminosa do sul da Bahia que estavam escondidas na região. Durante a ação, que recebeu o nome de Operação Duas Rosas II, houve um intenso tiroteio.
Segundo as autoridades, foi presa Núbia Santos Oliveira, apontada como uma das principais operadoras financeiras da facção baiana Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), que tem ligação com o Comando Vermelho.
OPERAÇÃO DUAS ROSAS
A Operação Duas Rosas investiga um esquema de facilitação da fuga de 16 detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, ocorrida em dezembro de 2024. Segundo as apurações, Uldurico Júnior teria negociado o recebimento de R$ 2 milhões para viabilizar a fuga dos presos. (Atualizado às 13h36)
