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Procuradoria Especial da Mulher da AL-BA lança cartilha infantil sobre direitos da mulher e violência de gênero

Por Redação

Foto: Juliana Andrade / AL-BA

A Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) lançou sua primeira publicação voltada à educação infantojuvenil sobre direitos da mulher e violência de gênero. A “Casa de Dona Rosa – Uma História Sobre Proteção e Coragem”, da vereadora de Vitória da Conquista e delegada Gabriela De Diego Garrido (PV), é uma cartilha que tem como público-alvo crianças entre 5 e 8 anos de idade, inspirada na Lei Maria da Penha. O lançamento foi realizado nesta quinta-feira (26).

 

Titular da Procuradoria, a deputada Fabíola Mansur (PSB) destacou que o lançamento foi a celebração do “compromisso coletivo com a vida, a dignidade e a proteção das mulheres". Ela explicou: "Falar sobre violência de gênero com crianças é um passo essencial para formar uma sociedade mais consciente, que não naturalize a violência e que aprenda, desde cedo, o valor do respeito e do cuidado”.

 

A iniciativa, realizada pela Procuradoria Especial da Mulher da ALBA, em parceria com o Instituto Tear, sob a presidência da vereadora Gabriela Garrido, “reforça que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa ser construído em conjunto”.

 

Fabíola também destacou a participação da Escola Municipal do Pescador, de Itapuã, por meio da Escola do Legislativo, que compareceu ao lançamento com cerca de 40 crianças, e “nos mostra que educar é o caminho para prevenir, romper ciclos e construir um futuro mais seguro para todas”. Por fim, a deputada agradeceu à gráfica da ALBA “pela agilidade e compreensão na impressão do livro, contribuindo de forma essencial para a realização deste momento”.

 

Segundo Gabriela Garrido, a publicação “não é apenas uma história infantil, é um instrumento de proteção”, que pretende ensinar às crianças a identificar o que é cuidado, respeito e violência. “A gente não está só formando consciência, a gente está prevenindo futuros ciclos de dor”, disse a autora. A partir de sua vivência como mulher, palestrante e delegada lotada na Delegacia Especial da Mulher de Vitória da Conquista, ela decidiu escrever a cartilha, que instrui sobre a rede de apoio e acolhimento disponível às mulheres vítimas de violência.

 

RESPONSABILIDADE COLETIVA
Para ela, a violência doméstica não é um problema privado, “é uma responsabilidade coletiva”. Fazer o lançamento na Assembleia Legislativa foi “estratégico, porque aqui se constroem leis, mas também se constroem mensagens. E, hoje, a mensagem é clara: proteger crianças é prioridade, educar para o respeito é urgente, romper o ciclo de violência é possível”, declarou Gabriela.

 

Quando se trata de violência de gênero, a repressão é importante, “mas educação é essencial”, comentou a delegada-geral adjunta da Polícia Civil da Bahia, Márcia Pereira. Por isso, revelou, todos os agentes e unidades da PC estão sendo treinados para não apenas atender mulheres vítimas de violência, mas acolhê-las.

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