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PF deflagra operação que mira contratos da gestão Moema Gramacho em Lauro de Freitas e cumpre mandados na RMS

Por Redação

Foto: Divulgação / PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (17), uma operação que tem como alvo contratos firmados durante a gestão municipal anterior de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, sob a administração da ex-prefeita Moema Gramacho (PT).

 

Chamada de Operação Nota de Conceito, a ação apura a ocorrência de fraude licitatória e desvio de recursos públicos em contratação de empresa especializada no fornecimento de solução integrada para o ensino fundamental na modalidade à distância, incluindo o fornecimento de 21.300 tablets, destinados à rede municipal de educação, de responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas.

 

Segundo a PF, os fatos mantêm relação com o Contrato nº 219/2020, assinado em 21/12/2020, com prazo original de quatro meses, porém prorrogado e executado até 21/08/2022.

 

As investigações demonstram que o processo de licitação foi estruturado de forma a impedir a livre concorrência - em evidente direcionamento da licitação em favor da empresa vencedora - como também a inclusão indevida de tablets, tudo com o fim de majorar a compra dos equipamentos eletrônicos, mediante preços superiores aos de mercado à época.

 

Também foi apurado que o certame foi instruído com documentos falsos em todas as suas etapas assim como na própria execução contratual, tendo-se identificado que o próprio termo aditivo foi assinado com valor absolutamente infundado a partir de novas cotações de preços fraudadas.

 

Apesar de a empresa vencedora do certame ser sediada em Salvador/, a execução dos serviços foi feita por empresa diversa, com sede no Estado de Santa Catarina, tendo o município de Lauro de Freitas pago para a empresa vencedora o valor aproximado de R$ 16,4 milhões, sugerindo indevido superfaturamento.

 

Na ação de hoje, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e de sequestro de bens (no montante de até R$ 26.507.978,15 por envolvido), nas cidades de Lauro de Freitas (2) e Salvador (4).

 

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

 

Até o momento, não há confirmação se a ex-prefeita figura entre os investigados na operação.

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