Trânsito em rua sem saída na Garibaldi gera reclamação de moradores após funcionamento de escola particular
Por Redação
Moradores do Condomínio Elegance Garibaldi, localizado na Rua Santa Isabela, nas proximidades da antiga fábrica da Coca-Cola, em Salvador, encaminharam à imprensa um documento relatando transtornos no trânsito da região após o início das atividades de uma escola particular instalada no local onde funcionava anteriormente a Secretaria Municipal de Educação.
Segundo o relato, a via é curta e sem saída e já atende ao fluxo de três grandes condomínios residenciais, sendo dois com duas torres e outro com quatro torres de apartamentos. De acordo com os moradores, dificuldades na mobilidade urbana já eram registradas quando o prédio abrigava o órgão público, sobretudo em períodos de manifestações.
No documento, os residentes afirmam que a situação teria se agravado após a concessão de alvará para funcionamento da unidade escolar, que atende estudantes da educação infantil ao 3º ano do ensino fundamental.
Ainda conforme o texto, a rua não possuiria estrutura viária suficiente para absorver o aumento no fluxo de veículos, especialmente nos horários de entrada e saída de alunos e durante eventos promovidos pela escola. Os moradores relatam que, nesta quinta-feira (19), o trânsito teria ficado completamente congestionado em razão de uma reunião realizada na instituição.
Motoristas teriam estacionado em fila dupla, o que contribuiu para o bloqueio da via. Segundo o documento, ao serem questionados, alguns condutores responderam: “As pessoas não sabem esperar. Eu não tenho onde parar.”
Na reclamação, os moradores questionam quais estudos de impacto de vizinhança teriam sido realizados antes da liberação do alvará e solicitam esclarecimentos sobre possíveis medidas para reduzir os impactos no trânsito local.
“Pagamos um IPTU extremamente alto para viver com qualidade e segurança. No entanto, estamos enfrentando estresse diário apenas para sair ou entrar em casa. A rua não comporta o volume atual de veículos, colocando em risco inclusive a segurança de moradores, crianças e idosos”, afirmam.
Os residentes pedem a apuração da situação pelos órgãos competentes e a adoção de providências para garantir a mobilidade e a segurança na região.
