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PACIENTE É ATENDIDO A FORÇA NO HGE

Edson Oliveira, 40 anos, porteiro do Colégio Mendel de Vilas do Atlântico, ficou mais de 15 minutos no interior de um táxi aguardando para ser atendido na emergência do Hospital Geral do Estado (HGE), por volta das 10h30 de ontem. O jornal A Tarde flagrou o desespero dos familiares. Para desespero da mulher do porteiro, Maria Aparecida de Jesus Santos, 37, uma médica de prenome Tânia se dirigiu até o táxi, que ficou parado na entrada da emergência, e comunicou que a entrada do paciente no hospital não seria permitida, alegando que só poderia receber pessoas baleadas ou esfaqueadas. A médica disse, ainda, que não havia macas suficientes. Maria Aparecida, juntamente com o seu irmão Pedro de Jesus Santos, 38, e com a ajuda de um funcionário do hospital, decidiu carregar o porteiro até o interior da unidade médica. O diretor de Gestão da Rede Própria da Secretaria de Saúde do estado, Renan Araújo, confirmou que o paciente sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Disse ainda que o HGE não deixaria de atender o paciente, embora a prioridade de atendimento sejam os casos mais graves, como pessoas atingidas por armas de fogo e esfaqueadas. O porteiro aguarda transferência para o Hospital Santa Izabel.

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