Trump declara espaço aéreo da Venezuela “totalmente fechado”, surpreende autoridades dos EUA e provoca reação do governo Maduro
Por Redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta semana que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado “fechado em sua totalidade” por companhias aéreas. A declaração, feita na rede social Truth Social, criada pelo próprio Trump, também foi direcionada a traficantes de drogas e de pessoas, segundo o republicano.
A postagem pegou de surpresa autoridades norte-americanas, de acordo com a agência Reuters. Integrantes do governo dos EUA afirmaram que não havia qualquer operação militar em curso que justificasse a imposição de um bloqueio aéreo à Venezuela, tampouco foram informados previamente sobre medidas dessa natureza.
Horas após a publicação, o governo de Nicolás Maduro divulgou um comunicado condenando as declarações de Trump. A nota classificou o anúncio como uma “ameaça colonialista” e afirmou que a postura do presidente americano é “ilegal e injustificada”, além de violar princípios básicos do direito internacional.
“Esse tipo de declaração se constitui um ato hostil, unilateral e arbitrário, incompatível com os princípios mais elementares do Direito Internacional e que se insere em uma política permanente de agressão contra o nosso país, com pretensões coloniais sobre a nossa região da América Latina e Caribe”, disse o governo venezuelano, acusando os Estados Unidos de negarem a soberania do país.
As declarações de Trump ocorrem em meio a uma série de episódios que intensificaram a tensão entre Washington e Caracas. Nos últimos meses, os Estados Unidos posicionaram navios de guerra no Mar do Caribe, sob o argumento de combater o tráfico internacional de drogas. A ação resultou no abatimento de pequenas embarcações e na morte de tripulantes, gerando críticas do governo Maduro.
Duas semanas atrás, Trump chegou a afirmar que poderia iniciar conversas com o presidente venezuelano, mas não detalhou qualquer possibilidade de negociação. Na última sexta-feira (28), o republicano elevou novamente o tom, dizendo que poderia ordenar ações terrestres contra narcotraficantes na região.
Em resposta, Maduro orientou a Força Aérea venezuelana a permanecer em “alerta, prontos e dispostos” para defender o território e a soberania do país. O episódio adiciona mais um capítulo à crise diplomática entre as duas nações, cujos desdobramentos seguem imprevisíveis.
