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EUA devem manter sobretaxa sobre café brasileiro por considerarem outras opções de fornecimento

Por Redação

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Os Estados Unidos não devem poupar o café brasileiro da lista de produtos com sobretaxa, mesmo após sinalizações iniciais de possível isenção. A informação foi revelada por um membro da Casa Branca com acesso às negociações sobre o chamado tarifaço e publicada pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (1º).

 

Segundo a publicação, a decisão do governo de Donald Trump se baseia na avaliação de que o país possui outras fontes de abastecimento e, por isso, não dependeria do Brasil. A sobretaxa, de 50%, foi oficializada por decreto e atinge diversos produtos brasileiros. O café não entrou na lista de quase 700 itens que receberam exceção.

 

Antes do anúncio oficial, havia expectativa no Brasil de que o produto pudesse ser poupado com base em uma declaração do secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, que sugeriu a possibilidade de tarifa zero para itens não produzidos em território americano.

 

No entanto, segundo apurado, autoridades brasileiras reconhecem que, mesmo havendo uma exceção global para o café, o produto nacional seguiria taxado por conta da origem. Isso porque a medida combina o tipo de mercadoria com o país exportador. Assim, um eventual benefício dependeria de negociações bilaterais, o que pode levar os EUA a pressionar o Brasil por contrapartidas comerciais.

 

Ainda há expectativa no setor de que o café possa ser incluído em uma revisão futura da lista de exceções, mas, diante da posição atual de Washington, essa possibilidade tem sido considerada improvável.

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