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Bahia tem o menor crescimento percentual de estrangeiros do país entre 2010 e 2022, revela Censo

Por Ana Clara Pires

Foto: OIM / Rafael Rodríguez

Apesar de o número de estrangeiros vivendo no Brasil ter crescido significativamente entre 2010 e 2022, saltando de 592 mil para pouco mais de 1 milhão, um aumento de 70,3%, a Bahia registrou o menor crescimento percentual entre todos os estados: apenas 26,0%. No período, o total de pessoas nascidas fora do país vivendo em território baiano passou de 13.218 para 16.651, um acréscimo de 3.433 pessoas.

 

O desempenho modesto contrasta com estados como Rondônia (+2.883,5%), Amazonas (+479,5%) e Santa Catarina (+375,0%), que lideraram o crescimento proporcional da população estrangeira no período. Em termos absolutos, a Bahia ficou apenas na 13ª posição nacional no aumento de estrangeiros, enquanto o Rio de Janeiro foi o único estado a registrar queda, com 21,6 mil estrangeiros a menos que em 2010.

 

Em 2022, Salvador reunia 32,8% de toda a população estrangeira do estado, com 5.456 residentes nascidos fora do Brasil. Outras cidades com grande concentração de estrangeiros eram Porto Seguro (1.244), Feira de Santana (778), Ilhéus (708) e Lauro de Freitas (657). Juntas, essas cinco cidades abrigavam 53,1% dos estrangeiros da Bahia, ou 8.843 pessoas.

 

Apesar disso, 59,5% dos municípios baianos (248 dos 417) não registraram nenhum estrangeiro residente no Censo de 2022.

 

Em termos proporcionais, os municípios com maior percentual de estrangeiros em sua população foram: Formosa do Rio Preto (540 pessoas), Cairu (275), Palmeiras (138), Lençóis (83), Porto Seguro (1.244).

 

Mesmo com esses destaques locais, os estrangeiros representavam apenas 0,1% da população da Bahia, número abaixo da média nacional, e 0,2% dos moradores de Salvador.

 

Entre os 16,7 mil estrangeiros residentes na Bahia em 2022, 62,9% eram homens (10.466 pessoas), uma proporção muito superior à da população baiana como um todo (48,3% masculina). Além disso, 31,4% tinham 60 anos ou mais, o dobro da média de idosos no estado (15,3%).

 

Enquanto o Brasil registrou aumento de 70,3% no número de imigrantes recentes entre os Censos de 2010 e 2022, a Bahia seguiu na contramão e viu esse número cair 11,7%. Entre 2017 e 2022, 7.839 pessoas se mudaram de outros países para a Bahia, contra 8.880 entre 2005 e 2010.

 

Além da queda no volume, houve mudança no perfil dos países de origem. Em 2022, Argentina, Venezuela e Bolívia responderam por cerca de 30% do total de imigrantes recentes no estado: Argentina (788 pessoas), Venezuela (787 pessoas), Bolívia (572 pessoas).

 

Esses dados contrastam com os do Censo anterior, quando os principais países de origem eram Estados Unidos, Portugal e Itália.

 

A capital baiana foi o principal destino para imigrantes argentinos (193) e venezuelanos (316). Entre os bolivianos, Salvador (60), Irecê (61) e Euclides da Cunha (40) lideraram a recepção.

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