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Em Salvador, 4 em cada 10 pessoas moram em locais onde há bueiro

Por Ana Clara Pires

Foto: Reprodução

Apesar de ser uma das capitais mais bem colocadas no quesito pavimentação de vias, Salvador ainda apresenta fragilidades importantes quando o assunto é drenagem urbana. De acordo com dados do Censo 2022, 97,8% da população soteropolitana, cerca de 2,35 milhões de pessoas, moravam em ruas pavimentadas, o 4º maior percentual entre as 27 capitais brasileiras.

 

Esse índice coloca Salvador atrás apenas de Vitória (99,7%), Goiânia (99,1%) e Belo Horizonte (98,0%), e muito à frente de cidades como Macapá (75,7%), Campo Grande (75,9%) e Porto Velho (94,8%), que registraram os menores percentuais de moradores em vias com pavimentação.

 

A pavimentação é um elemento essencial para a segurança e mobilidade urbana, facilitando o deslocamento de veículos e o acesso a serviços públicos. No entanto, ela precisa estar acompanhada de sistemas adequados de drenagem para não acabar contribuindo para enchentes, acúmulo de água e proliferação de vetores de doenças.

 

Mesmo com um índice elevado de ruas asfaltadas, Salvador ainda sofre com a falta de infraestrutura de escoamento de águas pluviais. Em 2022, 44,8% da população da capital, cerca de 1,07 milhão de pessoas, morava em vias sem bueiros ou bocas de lobo.

 

Esse número coloca Salvador entre as dez piores capitais do país nesse quesito, ocupando a 9ª posição. O ranking é liderado por Teresina (79,8%), Fortaleza (67,3%) e Natal (64,7%). Já os melhores desempenhos foram registrados em Curitiba (5,0%), Vitória (7,6%) e Florianópolis (13,1%).

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