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Bruno Reis diz que acusação do Ministério do Trabalho sobre ambulantes é irresponsável: “Estão querendo politizar”

Por Redação

Valter Pontes/ Secom PMS

O prefeito Bruno Reis classificou nesta quinta-feira (13) como irresponsável a acusação do Ministério do Trabalho e Emprego sobre uma suposta exploração de trabalho análogo ao de escravo de 303 vendedores ambulantes de bebidas durante o Carnaval deste ano na capital baiana. 

 

Ao ser questionado durante coletiva de imprensa no Hospital Aristides Maltez, onde a Prefeitura anunciou um aumento de cerca de 50% nos repasses para a unidade de saúde, Bruno disse que a ação é uma tentativa de politização de um tema que mexe com a vida das pessoas e ressaltou que vai responsabilizar quem quiser politizar o assunto. 

 

“Essa insinuação é irresponsável. O Ministério do Trabalho é um ministério petista. Estão há quase 20 anos no poder, quando se soma, desde 2002 para cá. Junto com o governo do Estado, que também está chegando a 20 anos. E o que é que eles fizeram nesses 20 anos para ajudar o ambulante no Carnaval de Salvador e em qualquer evento do Brasil? Nada”, salientou.

 

“Então estão querendo politizar um assunto que mexe com a vida das pessoas. Afinal de contas, foram cerca de 4.500 trabalhadores credenciados diretamente. Um total de quase 15 mil pessoas que trabalharam no Carnaval. Ganharam seu dinheiro, dinheiro tão importante para o seu sustento”, acrescentou.

 

Bruno ainda lembrou que os ambulantes já trabalham no Carnaval há muito tempo e que, ao contrário do passado, as condições para eles melhoraram em especial nos últimos anos, garantindo mais dignidade. O prefeito demonstrou, contudo, o momento em que “esse tipo de ilação” está sendo feito, já que não foi questionado antes.

 

“Antes de fazer insinuação, antes de cogitar qualquer tipo de relação de trabalho, até porque essa relação existe, não foi o prefeito Bruno Reis que criou. O carnaval existe há mais de 100 anos e sempre foi assim, mas nunca tiveram o tratamento que têm. E agora querem fazer esse tipo de ilação? Então, é irresponsável quem está fazendo essa forma de ilação e naturalmente nós vamos nos defender e responsabilizar quem porventura quiser fazer qualquer tipo de politização desse assunto”, finalizou.

 

ENTENDA O CASO

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) notificou a Ambev e a Prefeitura de Salvador, na quarta-feira (12), por exploração de trabalho análogo ao de escravo de 303 vendedores ambulantes de bebidas durante o Carnaval deste ano na capital baiana. As informações são do UOL.

 

Segundo o órgão, a empresa de bebidas não era apenas patrocinadora, mas sim empregadora dos vendedores, sendo responsável pelo pagamento de salários e direitos trabalhistas. O MTE apontou que os trabalhadores não possuíam autonomia na execução das atividades, devido à forma como a operação foi organizada pela prefeitura e pela Ambev, caracterizando uma “situação de total subordinação”.

 

A Prefeitura de Salvador foi corresponsabilizada pelo Ministério do Trabalho, uma vez que firmou um contrato de exclusividade com a Ambev, assumindo a responsabilidade pela contratação e fiscalização dos trabalhadores.

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