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Clube Bahiano de Tênis analisa nova utilização de terreno da Perini na Graça, mas garante respeito ao contrato

Por Redação

Foto: Reprodução / Google Maps

Após circular nesta semana que os dirigentes do Clube Bahiano de Tênis estariam avaliando vender o terreno que atualmente está locado a delicatessen Perini, do grupo Cencosud, o clube emitiu uma nota para seus associados esclarecendo que pretende respeitar o contrato vigente com o estabelecimento comercial e destaca que não há perspectiva de se desfazer da área, apesar de admitir que, com a proximidade do fim do contrato com o grupo Cencosud, foram iniciados estudos de utilização da área.

 

No comunicado, o Clube Bahiano de Tênis afirma que a diretoria entende como "necessária a preservação" do patrimônio, mas também concorda que "as receitas dos alugueis são essenciais para a sobrevivência do clube". Além disso, o CBT diz que o contrato com a Perini ainda tem 2 anos de duração e serão respeitados "diante da longa e exitosa parceria entre as partes".

 

De acordo com a CBT, a área composta por terreno e antiga sede social, é onde está localizada a Perini e o seu estacionamento. "Com as dinâmicas do cenário econômico, o Clube, representado pela sua diretoria, iniciou uma análise de mercado com a finalidade de ter alternativas de maximização de receitas e reestruturação dos seus ativos. Não sendo, de modo algum, objeto de análise, nem mesmo interesse da diretoria, diminuir os ativos patrimoniais do CBT", garantiu a diretoria.

 

"Toda e qualquer decisão sobre o assunto patrimonial, será sempre amplamente debatida com nossos associados e o conselho deliberativo. Pois nossa eterna busca é proteger o futuro do CBT e do associado que vive o nosso clube", acrescenta.

 

Ainda na nota divulgada, o clube detalha a situação do imóvel em questão ao afirmar que a "A área de 5.289 m2, pertencente ao CBT, e hoje locada ao grupo Cencosud (Perini), desde 2006 não tem uso para atividades sociais e esportivas. Com a proximidade do fim do contrato com o grupo Cencosud, foram iniciados estudos de utilização da área, sem que fôssemos nos desfazer deste ativo patrimonial, avaliado hoje na ordem de R$ 35.000.000,00".

 

Por fim, o Clube Bahiano de Tênis diz que os estudos feitos foram na ordem de ampliar a área de loja, além da locação para atores de outros segmentos e renovação contratual com o grupo Cencosud e também a exploração imobiliária mista.

 

"Nesta última, compreendida inicialmente como a melhor opção, o CBT receberia um grande e sofisticado Mall. E a possível incorporadora utilizaria o potencial de verticalização do terreno", diz.

 

"Teríamos nesse escopo de projeto 7.500m2 de área privativa construída, sendo metade de estacionamento coberto e a metade de área bruta locável, o que representaria um ativo patrimonial de ao menos R$ 45.000.000,00 e rentabilidade de aluguel superior aos R$ 250.000,00. Esse estudo, caso se mostre viável, projetará uma receita que garantirá uma sobrevivência, gloriosa, do Clube por mais 100 anos", finaliza.

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