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Clientes denunciam empresa de eventos do prédio Oceania por cancelar festas e não pagar distratos

Por Redação

Foto: Reprodução / Salvador História da Cidade Baixa

Clientes denunciam a empresa de eventos Oceania Prime por cancelar eventos já marcados e não devolverem o valor da quantia firmada em contrato. Segundo informações apuradas pela reportagem do Bahia Notícias, nesta terça-feira (22), o espaço que fica localizado no edifício Oceania, icônico prédio localizado em frente ao Farol da Barra, deveria ficar pronto até maio deste ano, porém as obras não foram finalizadas e alguns dos eventos já marcados precisaram ser cancelados. 

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, uma profissional da área de saúde, cliente da empresa que preferiu não ser identificada, relatou que tudo começou no ano passado, quando ela procurou o cerimonial e pagou o valor de R$ 47.000 para realizar seu casamento, que aconteceria no dia 30 de setembro deste ano. 

 

“A gente começou a acompanhar a obra em maio, que era o prazo deles para o espaço estar pronto. Porém a gente viu que estava muito longe de estar pronta e começamos a fazer mais visitas ainda e eles dizendo que não se preocupassem que iria ficar pronto até em agosto e eles assumiram que não iria ficar pronto. Pagamos usando R$ 47 mil no cartão de crédito em pagamento único”, disse. 

 

 A mulher revelou ainda que fez um distrato com a empresa no dia 1º de agosto, para receber uma parte do valor do cancelamento de sua festa, no entanto, a quantia ainda não foi devolvida. O prazo previsto no distrato era de 10 dias após a assinatura, seguido por uma renegociação para quitação até o dia 20 de agosto - até esta terça, não houve a devolução do valor investido.

 

“Eles aceitaram fazer um acordo de distrato comigo, porém esse acordo de distrato foi assinado no dia 1º de agosto e até agora eu não recebi o dinheiro de volta para dar continuidade à festa de casamento. Eles sempre pedem mais prazo, mais tempo, dizem que estão com problemas e não conseguem pagar e ficam só enrolando e nisso a gente começou a perceber que tinha mais uma noiva na mesma situação aí como juntando”, apontou. 

 

 

Uma outra cliente, que também iria se casar no local, explicou que passou por um caso semelhante ao da mulher. A empresa informou a essa segunda cliente, que iria concluir as obras em julho e efetuar 60% do valor da festa por conta do cancelamento, mas a mulher não aceitou, pois informou que ficaria no “prejuizo”. 

 

Procurado pelo BN, o esposo da proprietária da empresa, Ricardo Suziel, informou que as obras não foram concluídas por conta do prédio ser muito antigo e por terem enfrentado alguns percalços durante a obra. O empresário afirmou que todos os distratos foram pagos e que os clientes que não quiserem receber o valor, tiveram as datas de suas festas remarcadas. 

 

“ O projeto do Oceania Prime é um projeto que assim é um espaço que está dentro de um prédio muito antigo e com muitas muitos percalços que nós enfrentamos de obra. As pessoas quando foram contratar o serviço, elas contrataram sabendo que poderia ficar pronto ou não. [...]. A maioria dos clientes, a gente já renegociou. Nós renegociamos todos os contratos, a pior das hipóteses pagamos 50% de multa aos clientes”, explicou. 

 

A reportagem do BN também procurou a empresa Ferraz Sá Engenharia, que seria a responsável pela construção. No entanto, a construtora disse que foi contratada pela empresa de eventos somente para realizar a remoção de revestimentos do espaço no início do projeto, e não integralmente para conduzir a obra. 

 

“Fizemos o serviço de demolição, mas não fomos contratados para fazer a segunda etapa que seria a construção. Até onde tive conhecimento eles iriam fazer parceria com alguma empresa que explorava o espaço em contrapartida com a construção do espaço”, comentou um representante da construtora ao Bahia Notícias. 

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