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Falta de identificação e quantidade de veículos dificultaram fiscalização de motoristas de aplicativo no Carnaval, admite Semob

Por Gabriel Lopes / Bruno Leite

Foto: Otávio Santos / SECOM PMS

O titular da Secretaria de Mobilidade (Semob) de Salvador, Fabrizzio Muller, admitiu, nesta terça-feira (28), que o alto número de condutores que trabalharam transportando passageiros para os circuitos do Carnaval e a falta de identificação dos veículos fizeram com que os agentes da pasta não realizassem a fiscalização de cobranças fora do preço estipulado pelos aplicativos de uma maneira eficiente.

 

Segundo ele, os próprios motoristas afirmaram que "praticamente nenhum funcionou" por intermédio dos serviços digitais. "É um problema que a gente entende que há, mas que tem que buscar a solução junto com as plataformas, porque elas até deixam de ganhar. Isso impede que a gente possa avançar em novas possibilidades para privilegiar esses motoristas", salientou.

 

Para Muller, a prefer?ncia dada pelos usuários aos profissionais que insistiram em "rodar" pelos apps também é um ponto a ser considerado, uma vez que tal atitude, além de coibir a cobrança extra, funciona como uma conduta de segurança. 

 

A atuação dos fiscais da Semob quanto a esse tipo de irregularidade, apontou o secretário, se deu principalmente junto aos taxistas, já que os veículos eram de fácil identificação.

 

Muller também alertou para outro tipo de desrrespeito, mas por parte das empresas que gerem os aplicativos, que foram informadas sobre os pontos de embarque e desembarque e não consideraram tais informações durante a operação.

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