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Freixo espera que turismo seja "instrumento de reconstrução" do Brasil para o exterior

Por Lula Bonfim / Ulisses Gama

Foto: Lula Bonfim / Bahia Notícias

Presente no lançamento do Carnaval Ouro Negro na última quarta-feira (15), o novo presidente da Embratur, Marcelo Freixo, falou sobre a missão que terá na pasta. Segundo ele, a ideia é reposicionar a imagem do Brasil para o exterior e fazer com que o turismo gere emprego e renda. Para isso, o gestor quer trabalhar com todos os ministros, principalmente com Daniela Carneiro, Ministra do Turismo.

 

"Eu tive um irmão assassinado, tive a Marielle assassinada e tenho uma filha fora do Brasil por ameaça. Ninguém passou pelo que eu passei no enfrentamento ao crime. Disputei uma eleição, cumpri três mandatos estaduais, um mandato federal, fui líder de oposição ao Bolsonaro e estou cumprindo uma tarefa do presidente Lula, que é fazer com que o turismo volte a gerar emprego e renda, que possa ser um instrumento de reconstrução do Brasil para fora junto com a sociedade. O turismo é transversal, trabalhamos com todos os ministros e a Ministra do Turismo será uma parceira. Teremos o prazer de trabalhar com as pessoas indicadas pelo Lula. Nenhum problema em trabalhar com todos os ministros", disse, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Freixo destacou a importância da Bahia para o turismo e afirmou que o país precisa explorar o seu potencial para crescer.

 

"Fundamental. Hoje temos um investimento pequeno no turismo. A Bahia e o Rio de Janeiro são lugares onde o afroturismo pode ser um grande instrumento de valorização da cultura, música e espaços religiosos. Temos um mercado norte-americano que pode gerar emprego e renda. Temos possibilidades de crescimento. Hoje o Brasil tem um turismo muito menor que Peru, Argentina, Colômbia, mercados comparáveis ao Brasil. Não tem cabimento pelo potencial que a gente tem. O Brasil para todos os lados é uma potência gigante. Temos que organizar isso com os secretários de turismo e cultura", explicou.

 

No começo do ano, Marcelo Freixo deixou o PSB e anunciou o seu retorno ao PT. Ele explicou a mudança e indicou a sua forte ligação com o partido do presidente Lula. 

 

"Eu entrei no PSB para formar uma aliança para disputar uma eleição importantíssima no Rio de Janeiro, para que o Lula tivesse um palanque no Rio na eleição mais importante das nossas vidas. O Rio é um lugar que a gente sabe que vem em uma crise profunda, domínios territoriais, com uma política perigosa e a gente precisava de uma candidatura no campo progressista e o PSB era o partido capaz de fazer uma grande aliança. Fizemos isso, tinhamos o PT e o PSOL em uma ampla aliança. Não foi fácil, era uma eleição contra a máquina, mas minha relação com o PT é antiga, de formação e a possibilidade de ir para o PT era grande. Fiquei na expectativa do projeto que o PSB ia apresentar e o PSB não aceitou entrar na federação, o que considero um erro, fui voto vencido. Se entrasse, facilitaria muito, assim como o PC do B, o PT e o PV. No PSB eu tenho grandes amigos, mas minha construção será no PT", indicou.

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