Bruno Reis volta a insistir em crise social como justificativa para filas de ambulantes na SEMOP
Por Gabriel Lopes / Bruno Leite
O prefeito Bruno Reis (União) falou mais uma vez, nesta quinta-feira (2), sobre como a crise social tem agravado o cenário econômico das famílias soteropolitanas e influenciou a grande busca por vagas durante o credenciamento de ambulantes para os festejos populares.
No início da semana, centenas de comerciantes formaram filas na porta da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEMOP) para realizar o cadastramento para a Festa de Iemanjá. Na oportunidade, outros já começavam a acampar no local com outro objetivo: o de participar da comercialização de produtos no Carnaval.
"Queria que você buscasse matérias de dez anos atrás e vai ver que não está acontecendo nada diferente do que sempre ocorreu. Esse ano há uma grave crise social, vocês viram os números que mostrei aí", disse o gestor ao ser questionado sobre o assunto, na manhã desta quinta, na abertura dos trabalhos da Câmara de Vereadores.
De acordo com Reis, 307 mil famílias de Salvador, que vivem em condições de extrema pobreza e pobreza, estão cadastrados na base de dados do CadÚnico e recebem recusros através do Auxílio Brasil, programa de distribuição de renda do governo federal.
"Isso corresponde, se você multiplicar por 3 - e olha que tem instituto que multiplica por 4 - a 921 mil pessoas, um terço da nossa população. que está sem trabalhar", acrescentou o gestor.
Bruno admitou que o modo de cadastramento permanece o mesmo que o praticado pela prefeitura de Salvador há uma década, mas disse que vê como natural, por conta do agravamento das condições sociais, que a parcela mais pobre da capital baiana queira trabalhar durante o período de festas populares.
"A gente tem essa sensibilidade, mas há infelizmente uma limitação de espaço", justificou o prefeito ao falar sobre o contexto vivido na cidade.
Ele afirmou que o cadastramento para a folia será mesmo online e foi chancelado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), que recomendou essa medida. Durante o processo, garantiu, será oferecido um suporte para os ambulantes que tenham dificuldade de acesso à internet.
