Pacheco avalia que críticas à sua condução no Senado são resultado da “polarização nacional”
Por Fernando Duarte, de Brasília
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reeleito presidente do Senado nesta quarta-feira (1º), avaliou que a maior parte das críticas realizadas nas últimas semanas à sua gestão na Casa são resultado da “polarização nacional”, que teria se refletido nas disputas políticas internas do Congresso. Segundo o parlamentar, entretanto, as “críticas são muito bem-vindas”.
“Quem está no exercício da presidência do Senado ou em qualquer posição dessa natureza tem que saber recebê-las bem, não pode refutá-las, tem que conhecer e entender como a gente pode melhorar. É evidente que não foram só acertos. Pode ter havido erros também, mas sempre motivado por boa intenção. Sempre tive boa intenção”, afirmou Pacheco, em resposta ao Bahia Notícias.
De acordo com o presidente reeleito do Senado, antes da disputa eleitoral contra o bolsonarista Rogério Marinho (PL-RN), a convivência entre os senadores era boa, mas a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – apoiado por ele – e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – apoiado pelo adversário – teria contaminado o clima na Casa.
“Até o momento da disputa, de fato o que nós víamos no Senado era uma convivência muito harmoniosa entre os senadores. Agora, houve uma posição política, que é a polarização nacional, entre os dois maiores líderes da política nacional, que acabou se refletindo na presidência do Senado, o que é também um fenômeno natural da política. Eu reputo essas críticas muito mais em função da polarização nacional do que em relação à nossa condução na presidência do Senado”, avaliou o presidente do Senado.
Pacheco lembrou ainda uma das principais críticas à sua gestão no Senado, por não ter aberto nenhum pedido de impeachment feito contra ministros no Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, o Congresso Nacional deve tomar cuidado para não banalizar o instituto do impeachment.
“Quando se questiona o que de fato pode ser um ponto de crítica em relação aos dois últimos anos da nossa primeira gestão, fala-se muito nessa questão de não ter aberto um impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, que é algo que eu já expliquei, já esclareci. Agora, votamos diversos projetos, atendemos muitas demandas do governo, atendemos todos os senadores de maneira muito democrático. Mas, evidentemente, identificando alguma deficiência a partir dessas críticas, nós vamos buscar corrigir”, concluiu.
