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Bruno atribui filas para credenciamento de ambulantes a "pressão social" e promete rediscutir critérios

Por Gabriel Lopes / Bruno Leite

Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), atribuiu as longas filas observadas mais uma vez nesta segunda-feira (30), na porta da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), no Jardim Santo Inácio, durante o credenciamento de ambulantes, a uma "pressão social". Segundo o gestor, essa questão econômica já existia e foi agravada pela pandemia da Covid-19.

 

"É importante deixar claro que não houve nenhuma mudança no processo de licenciamento e cadastramento para os ambulantes nos eventos de Salvador, desde o Festival da Virada, passando pelas festas de largo, chegando ao Carnaval", argumentou o prefeito durante entrevista coletiva na manhã de hoje.

 

O modelo praticado, de acordo com Reis, é o mesmo de dez anos. "O que há é uma pressão social, agravada pela pandemia, onde muitas pessoas perderam empregos e querem, precisam, trabalhar como ambulantes no período dos eventos para ter uma renda e garantir seu sustento. Nós queremos que essas pessoas trabalhem e queremos dar todo o apoio, mas existe uma limitação de espaço", acrescentou.

 

A demanda vista agora não corresponde ao espaço disponível nos eventos, uma vez que nenhum dos circuitos dos festejos foram expandidos. "Agora estamos vendo se dá para ampliar alguns espaços para que os ambulantes possam trabalhar. Vocês sabem que temos que equilibrar o espaço do folião", ponderou.

 

A fim de mitigar o impacto das restrições, o prefeito afirmou que está buscando, junto com os demais representantes da gestão municipal, discutir o estabelecimento de critérios que possam dar prioridade para públicos específicos no momento do credenciamento de eventos. 

 

A implemetação de uma plataforma online deverá facilitar a medida elaborada, que, caso aprovada, será submetida ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) para uma validação do órgão.

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