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Membros do Partido Republicano pedem renúncia de deputado filho de brasileiros nos EUA

Por Redação

Foto: Reprodução / Redes Sociais

Membros do Partido Republicano pediram nesta quarta-feira (11) que George Santos renuncie à sua vaga na Câmara dos Representantes. A ação foi comandada por filiados da legenda pelo condado de Nassau, em Long Island, subúrbio de Nova York que inclui o distrito pelo qual o político foi eleito. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

 

O pedido sucede a revelação de uma série de inconsistências na trajetória do político, que é filho de brasileiros. Estas vão de mentiras sobre seu currículo, declarações financeiras incompletas ou inexatas, e até mesmo mentiras sobre a sua religião — ele, que é católico, afirmou ser judeu e descendente de sobreviventes do Holocausto. Santos disse que não deixará seu posto como deputado.

 

À frente do grupo que pediu que Santos deixasse seu posto, Joseph G. Cairo Jr. afirmou que o político perdeu a confiança dos republicanos de seu distrito, e que sua campanha inteira foi baseada em "mentiras e falsidades".

 

"Ele envergonhou a Câmara dos Representantes, e não o consideramos um de nós", prosseguiu Cairo Jr., antes de exigir a renúncia imediata do congressista.

 

Também deputado por Long Island, o novato Anthony D’Esposito — que participou do evento por videoconferência, falando diretamente de Washington — afirmou que não só não se associaria a Santos no Congresso, como encorajou os demais integrantes da Câmara dos Representantes a fazerem o mesmo.

 

Outro que aderiu à fritura foi o presidente da Câmara recém-eleito, Kevin McCarthy. Ele vinha evitando se pronunciar sobre a controvérsia — mesmo depois de o Washington Times e a CNBC reportarem que um dos integrantes da campanha de Santos fez de conta que trabalhava com McCarthy para angariar fundos junto a doadores. Nesta quarta, porém, disse que não permitiria que o colega participasse de nenhum comitê importante na casa.

 

Só esta semana, Santos foi alvo de duas queixas formais. Na terça-feira (10), dois legisladores democratas iniciaram um processo pedindo que o Comitê de Ética da casa, bipartidário, apure se Santos infringiu a lei ao preencher suas declarações de finanças com atraso e sem detalhes fundamentais sobre suas contas bancárias e seus negócios.

 

Um dia antes, o Campaign Legal Center, órgão de fiscalização apartidário, pediu à Comissão Federal Eleitoral (FEC, na sigla em inglês) que investigue o congressista, acusando-o de usar fundos de campanha para despesas pessoais, mentir sobre seus gastos, e ocultar as verdadeiras origens de suas verbas.

 

Santos já é investigado por promotores federais e locais, que apuram potencial atividade criminosa em suas duas campanhas ao Congresso. O Ministério Público do Rio de Janeiro também afirmou que pretende reabrir uma investigação de fraude contra Santos relacionada a um incidente de 2008 ocorrido em Niterói (RJ). Na época, ele foi indiciado por estelionato após furtar um talão de cheques e usá-lo para fazer compras.

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