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João Jorge aponta devastação causada pelo bolsonarismo na Fundação Palmares e fala em resgate de símbolos

Por Mauricio Leiro / Lula Bonfim

Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

O novo presidente da Fundação Palmares, o advogado baiano João Jorge Rodrigues (PSB), afirmou que o órgão foi devastado durante os quatro anos de governo de Jair Bolsonaro (PL) e defendeu o resgate dos símbolos da instituição, que seria importante para todos os brasileiros. A declaração foi dada durante o evento de posse de Bruno Monteiro como secretário da Cultura na Bahia nesta sexta-feira (6)

 

“Foi a devastação de órgão importante da República. E agora vamos fazer esse órgão funcionar para todo o povo brasileiro. A Fundação Palmares foi criada não só para negros, mas para um país”, afirmou João Jorge, que é um dos fundadores do bloco de samba-reggae Olodum.

 

Por outro lado, o advogado defendeu que não há tempo para lamentar a destruição da Fundação Palmares pelo bolsonarismo e disse que vai trabalhar para resgatar a instituição e construir um país melhor.

 

“Resgatar a fundação, os símbolos da fundação e os personagens que foram para o porão é fundamental. Nós não vamos lamentar o que foi feito. Nós vamos fazer bem melhor, para um Brasil da esperança”, disse João Jorge ao Bahia Notícias.

 

Criada para zelar pela valorização e pela preservação da cultura negra no Brasil, a Fundação Palmares foi gerida nos últimos anos por Sérgio Camargo, militante bolsonarista responsável por diversas polêmicas no comando da fundação.

 

Durante sua gestão na Palmares, Camargo atacou artistas, propôs mudar o nome da fundação para “Princesa Isabel” e retirou de uma lista de homenageados da instituição os nomes de ilustres pessoas pretas, como o compositor baiano Gilberto Gil, a intérprete carioca Elza Soares e a escritora mineira Conceição Evaristo.

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