"Toda adesão é bem-vinda", diz Afonso Florence sobre possível apoio do União Brasil
Por Maurício Leiro / Leonardo Almeida
Os rumores de uma possível indicação do deputado federal Elmar Nascimento (União) para o Ministério de Minas e Energia (MME), criando a possibilidade de apoio do União Brasil ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ganharam força nas últimas semanas. Sobre essas movimentações, o deputado Afonso Florence (PT) justificou as articulações e afirmou que a presidência precisa de maioria no Congresso para a aprovação de projetos no Congresso Nacional.
“Nós precisamos de maioria parlamentar para aprovar a PEC já no primeiro ano. Além disso, precisaremos para outras emendas constitucionais ou de outras leis complementares à constituição que também requer quorum qualificado para a aprovação. Toda adesão que possa nos dispor dessa maioria parlamentar será bem-vinda”, afirmou Florence.
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Sobre a possível indicação de Elmar Nascimento, o qual já criticou o PT em algumas oportunidades, o deputado afirmou que seu partido “sempre esteve do lado certo” e depende apenas de Elmar, talvez, assumindo publicamente, anunciar a sua “mudança de lado”.
“Quando se faz uma política de aliança com um partido, não se veta nomes, se ele é A ou B, não é um obstáculo. Fui perguntado por agora se o fato dele [Elmar] ter criticado o PT inviabiliza a indicação. Nós nunca tivemos dúvida que estávamos do lado certo, se ele mudou de lado, é ele que tem que avaliar e assumir publicamente que está mudando de lado”, disse Florence.
ORÇAMENTO SECRETO
Em sessão conjunta, a Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram o texto-base do Projeto de Resolução do Congresso Nacional N º3 (PRN 3/2022) que propõe critérios para a distribuição das RP-9, as chamadas emendas de relator-geral do Orçamento (veja mais aqui).
Dos 29 parlamentares baianos presentes, 28 votaram a favor da aprovação do texto, inclusive o deputado Afonso Florence. Apesar do parecer favorável, o congressista afirmou que prefere a extinção das emendas do relator e que seu voto foi por uma redução de dados.
“Temos uma votação já realizada para tentar preencher requisitos mínimos de transparência e readequação. É o tipo de realidade onde nós interferimos para aproximar um pouco do resultado final da nossa posição, que seria a extinção”, explicou Florence.
