Amoêdo acusa 'aliados do presidente Bolsonaro' por suspensão do Novo
Por Redação
O ex-presidente e candidato a presidência da República pelo Novo, João Amoedo, comentou que "aliados do presidente Bolsonaro" estariam por traz do pedido de seu afastamento do partido (relembre aqui). Amoedo também reafirmou o voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Recebi com surpresa e indignação a suspensão da minha filiação ao NOVO e o pedido para minha expulsão do partido por ter declarado o voto em Lula no segundo turno. A Comissão de Ética Partidária, por 4 votos a 3, aprovou a suspensão e me concedeu 10 dias para apresentar a defesa no processo de expulsão. Três dos quatro membros que votaram pela minha suspensão foram incorporados à Comissão de Ética nas duas últimas semanas", disse em publicação nas redes.
De acordo com Amoedo, "todos os mandatários que assinaram o pedido de suspensão e a expulsão declararam voto em Bolsonaro no segundo turno, e um deles é coordenador estadual de campanha do presidente". "O pedido dos mandatários solicitava que a suspensão fosse efetivada antes do pleito de domingo. O NOVO, ao final do primeiro turno, mencionou em nota que não iria se posicionar nessas eleições e que os filiados eram livres para votarem de acordo com a sua consciência", acrescentou.
"O partido tem uma Diretriz Partidária, em vigor, que coloca a instituição como oposição ao governo Bolsonaro nas eleições de 2022. Desde março de 2020, quando renunciei à Presidência do NOVO, não exerço qualquer cargo no partido, sendo apenas filiado. Faço questão de frisar, em todas as entrevistas e declarações, que minha opinião não representa o pensamento oficial do partido. Após a minha declaração de voto, sofri ataques do partido, de alguns mandatários e do presidente da instituição. Esses são os fatos", apontou.
O ex-presidente do Novo indicou que "as manifestações públicas do partido" e posicionamento emitido por ele, além da "elaboração da denúncia" foi feita por aliados do presidente Bolsonaro. "A nomeação dos novos integrantes para a CEP e o pedido para uma definição imediata antes de domingo, não seja um movimento arquitetado para constranger outros filiados do NOVO a não declararem os seus votos e para garantir a minha expulsão, em um processo autoritário que remete à atuação de Bolsonaro", disse.
"Apresentarei a minha defesa no Comitê de Ética do partido e tomarei as medidas jurídicas adequadas para garantir o meu direito, e de todos os filiados, de se manifestarem de acordo com a legislação brasileira e as regras do NOVO. Esse é o ambiente que espero para o NOVO e para o País", finalizou.
