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'Uma vida ceifada por divergência política', aponta MP sobre morte de eleitor de Lula no CE

Por Redação

Foto: Reprodução / Thiago Gadelha / DN

O Ministério Público do Ceará (MP-CE) concluiu que a morte de Antônio Carlos Silva de Lima, eleitor de Lula, em Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza, em 24 de setembro deste ano, foi causada por motivações políticas.

 

Segundo o parquet, na denúncia contra Edmílson Freira da Silva, réu no Poder Judiciário do Ceará por ser o acusado da autoria do crime, "uma vida foi ceifada por divergência política".

 

Conforme a denúncia, Antônio Carlos ingeria bebida alcoólica em um bar, na localidade de Guanacés, na tarde daquele sábado, quando Edmílson da Silva chegou ao local acompanhado da esposa e de um amigo e perguntou em voz alta "Quem é Lula aqui?", referindo-se ao candidato à presidência da República.

 

Um trecho da denúncia relata que, após a atitude de Edmílson, os dois começaram a discutir em razão das preferências político-partidárias divergentes e logo depois entraram numa disputa corporal. Foi aí que o acusado puxou uma faca e deu três facadas em Antônio Carlos.

 

Ao ser esfaqueada, a vítima foi socorrida e levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com informações do Diário do Nordeste, o suspeito foi preso preventivamente, por ordem judicial, dois dias depois do homicídio.

 

"Os fatos encontram-se narrados com clareza, bem como a conduta atribuída ao denunciado foi devidamente individualizada", concluiu a juíza Leopoldina de Andrade Fernandes, da 1ª Vara da Comarca de Cascavel, que recebeu a denúncia, na íntegra, na última quinta-feira (20).

 

A magistrada determinou que a Polícia Civil do Ceará (PC-CE) colha o depoimento de mais duas testemunhas do crime. À polícia, Edmílson justificou ter matado Antônio Carlos para se defender de uma agressão. A defesa do acusado não foi encontrada pela reportagem.

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