Marcado para esta semana, encontro definirá posição do PDT no segundo turno
Por Bruno Leite
Uma reunião entre membros do Partido Democrático Trabalhista (PDT), ainda esta semana, vai definir os rumos que a sigla irá tomar com relação ao segundo turno da corrida presidencial.
A informação foi confirmada ao Bahia Notícias por Carlos Lupi, presidente nacional do partido, na manhã desta segunda-feira (3). Ainda sem data marcada, a reunião também deverá orientar a posição do candidato da legenda no primeiro turno, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes.
Em conversas anteriores, no entanto, o dirigente acenou para uma posição em favor ao ex-presidente Lula (PT), que irá enfrentar o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) na segunda etapa do pleito (relembre aqui).
Em agosto, quando da visita de Ciro ao Santuário de Irmã Dulce, na Cidade Baixa, Lupi deixou claro suas críticas ao petista, disse que iria caminhar para que houvesse uma vitória do seu partido, mas se disse convicto de que faria oposição ao chefe do Executivo caso o cenário que as pesquisas indicavam se concretizasse.
"Nós não estamos discutindo [2º turno], até porque quem começa com esse discurso antes da eleição já se sente derrotado. Acredito na vitória e vamos trabalhar até o último dia por ela. A única certeza que tenho é que onde Bolsonaro estiver, estaremos do outro lado", apontou Carlos Lupi ao BN.
Neste domingo (2), durante um pronunciamento à imprensa, Ciro evitou falar sobre o assunto de forma direta, mas afirmou estar preocupado com o retrato político visto nas urnas (veja aqui).
"Quero dizer a vocês que estou profundamente preocupado com o que eu estou assistindo acontecer no Brasil", declarou. "Eu nunca vi uma situação tão complexa, tão desafiadora, tão potencialmente ameaçadora sobre a nossa sorte como nação", completou o postulante.
Durante a oportunidade, o cearense pediu tempo para manifestar seu apoio. "Eu peço a vocês que me deem mais algumas horas para conversar com os meus amigos, com o meu partido para que a gente possa achar o melhor caminho para bem servir à nação brasileira", afirmou.
A opinião da correligionária e candidata à vice-presidência, Ana Paula Matos, também deverá pesar na decisão. Membros do entorno do partido revelaram que, apesar de estarem junto em Fortaleza durante a apuração dos votos, na noite de ontem, os dois ainda não conversaram sobre o apoio. Quarta colocada no pleito, a chapa "puro sangue" do PDT obteve cerca de 3.599.201 votos.
