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'Bancada do prefeito resolveu se omitir das comissões', diz líder da oposição na CMS

Foto: Reginaldo Ipê / CMS

Com o tensionamento visto na Câmara de Vereadores de Salvador nas últimas semanas, a instalação de algumas comissões da Casa Legislativa é o ponto de impasse da vez. Líder da bancada de oposição na CMS, o vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB) acredita que houve respeito à proporcionalidade no processo que alterou a composição dos colegiados. Segundo o edil, a base aliada ao prefeito Bruno Reis (UB) resolveu "se omitir" de participar das comissões e a principal insatisfação do grupo seria a mudança na presidência da Comissão de Finanças, onde a vereadora Marta Rodrigues, do PT, foi a escolhida. A comissão era presidida, até então, por Joceval Rodrigues (Cidadania), vereador ligado ao prefeito e ex-líder do governo na gestão de ACM Neto.

 

"O regimento prevê que a composição das comissões, a totalidade delas deve respeitar a proporcionalidade. E houve o respeito da proporcionalidade na medida em que inclusive a maior parte das comissões permanentes terão como presidente pessoas ligadas ao prefeito. Partidos ligados à bancada do prefeito. O que houve que gerou essa insatisfação é sobretudo a mudança da Comissão de Finanças, onde foi eleita por maioria a companheira Marta Rodrigues para presidir a Comissão de Finanças", contou Vasconcelos em entrevista ao Bahia Notícias.

 

"Então eles não aceitaram isso, mas não houve praticamente uma mudança significativa na composição das comissões. Mudanças pontuais do que era anteriormente e evidente que houve o respeito à proporcionalidade. Não dá pra aceitar porque não está escrito no regimento que a Comissão de Constituição e Justiça ou qualquer outra tem que ser liderada por alguém ligada à base governista", acrescentou.

 

No bate-papo, Augusto Vasconcelos falou sobre o clima atual na Câmara de Salvador e a produtividade da Casa em um ano eleitoral, sobre os planos para 2022 e federação partidária. Leia a entrevista na íntegra aqui.

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