QUATRO CAPITAIS
Por (Daniel Pinto)
Hoje, em sua coluna no “A Tarde”, Samuel Celestino tece um comentário sui generis sobre o atraso na divulgação de pesquisas de intenções de votos para a Prefeitura de Salvador. “As pesquisas de opinião pública sobre as campanhas eleitorais costumam chegar por último – e sempre com atraso – a Salvador, dando prioridade, como fez ontem o Ibope, a outras capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Talvez a razão se respalde no fato de que elas sempre erram, titubeiam, escorregam aqui nessas bandas. O eleitor de Salvador deve ser diferente dos demais brasileiros. Não surpreende se eles escudarem seus erros no argumento segundo o qual o baiano tem preguiça de decidir e só o faz na 25º hora. Um argumento-anedota e preconceituoso, por isso não o fazem”. Na seqüência, Celestino analisa as estratégias das principais forças políticas do país nas eleições do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre, destaque para a presença do presidente Lula. “Estão acontecendo nas principais cidades (exceto Salvador, porque não se sabe) notáveis surpresas, e o PT não aparece bem até aqui. Configurado o cenário no carimbo das urnas será inevitável a mudança ou reflexões sobre o que se rotulou como verdade verdadeira, o imbatível cabo eleitoral Lula. Ele, sim, pode ser imbatível. Seu governo é bom e como comunicador é um fenômeno. Daí a levar o eleitor à sua sombra é muito diferente e o 2º turno dará uma resposta ou uma idéia nítida se é verdade ou não”.
