Kiki desacredita em intervenção externa na recondução de Geraldo Jr. à presidência
Por Gabriel Lopes / Bruno Leite
O titular da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), Kiki Bispo (UB), disse que não acredita na possibilidade de uma intervenção externa ter influenciado no processo de recondução do vereador Geraldo Jr. (MDB) para a presidência da Câmara, na terça-feira (29).
"Não acredito em intervenção externa. Claro que no campo político você pode ter essa ou aquela ação, esse ou aquele pedido, que faz parte do jogo político", declarou o secretário, que é vereador licenciado da Casa.
O processo de reeleição do emedebista, agora pré-candidato a vice-governador na chapa do petista Jerônimo Rodrigues, foi permeado por acusações de colegas de plenário, versão que é rejeitada por Kiki, que chegou a cogitar ser candidato à presidência da Câmara para o próximo biênio, segundo informações que circulavam nos bastidores.
Segundo ele, a questão não deve ser pauta de judicialização. "Isso havia sido ventilado há algum tempo. Se eu quisesse fazer alguma espécie de judicialização, teria feito de forma preventiva. Mas, torno a reiterar, respeito a vontade dos vereadores, a vontade da Câmara, a autonomia do Legislativo, e vida que segue".
Questionado sobre a ida do ex-aliado do governo de Bruno Reis (UB) para o lado do Partido dos Trabalhadores, o titular da Sempre classificou a mudança como uma "opção política", mas espera "a melhor das relações institucionais".
Junto com Geraldo, outro vereador que acenou para o outro lado foi Henrique Carballal (PDT). Em declarações recentes à imprensa, o pedetista afirmou que outros dez estariam de saída junto com eles.
"Acho que é especulação. Temos ampla maioria", considerou Kiki, afirmando que há naturalidade no processo. "Foi uma opção política. Carballal estava lá no PT, veio para cá, depois voltou. Faz parte do jogo político".
