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PMs de operação na Gamboa não serão afastados antes de apuração, diz Mandarino

Por Emily Bomfim / Vitor Castro / Lula Bonfim

Foto: Emily Bomfim / Bahia Notícias

O secretário estadual da Segurança Pública, Ricardo Mandarino, afirmou, na tarde desta sexta-feira (4), que os policiais militares envolvidos na operação que resultou na morte de três pessoas na comunidade da Gamboa, em Salvador, não serão afastados até que as investigações apontem a culpa deles. Segundo ele, o afastamento seria uma punição antecipada.

 

“Isso é com a PM. Não tem necessidade deles serem afastados, porque a gente não sabe. Se você afastar, você está imaginando que eles são culpados. A gente não pode supor que eles sejam culpados nem que eles sejam inocentes. Isso vai depender da investigação”, defendeu o secretário.

 

O titular da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) também defendeu a investigação “rigorosa” dos fatos, mas voltou a afirmar que ainda não sabe nada sobre o que aconteceu na operação policial na Gamboa.

 

“O posicionamento da SSP é que isso tem que ser investigado e apurado com todo rigor, para que a gente possa chegar à verdade dos fatos. É isso que interessa a nós. Por enquanto, ainda não sabemos o que foi que aconteceu ali. Mas vamos saber, porque as coisas estão sendo apuradas”, disse o Mandarino.

 

O secretário comemorou a redução nos índices de homicídios nos últimos cinco meses e explicou a demora na compra das câmeras que serão colocadas nos uniformes de policiais militares, para filmar a atuação deles no estado.

 

“Estamos promovendo a licitação para comprar as câmaras. No estado, as coisas não são iguais à iniciativa privada, que você chega ali na loja e compra. Tem que ter um processo de licitação, tomada de preço, para não comprar com o preço fora do mercado. Tudo isso está sendo feito”, justificou Mandarino.

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