Em Assembleia, ONU fala em 'tragédia' na Ucrânia e rechaça uso de força nuclear
A Rússia foi alvo de diversas críticas durante a sessão emergencial da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) por ter invadido a Ucrânia e promovido bombardeios nos últimos dias. Líderes mundiais estão reunidos no início da tarde desta segunda-feira (28) na sede da ONU, em Nova York.
O entendimento dos chefes da entidade é que o conflito fere a lei internacional. Abdulla Shahid, presidente da Assembleia Geral da ONU, defendeu um cessar-fogo imediato. “Temos de parar a guerra imediatamente”, dise. Segundo ele, a negociação de um cessar-fogo é “uma janela de diálogo, uma sombra de esperança”.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, lamentou o momento que a Ucrânia tem vivido, com civis como alvos. “Essa situação é completamente inaceitável. Os soldados devem sair das trincheiras e os líderes buscarem a paz. Estamos encarando na Ucrânia uma tragédia. Colocar forças nucleares é repugnante. Nada deve justifica um conflito nuclear”, condenou.
A sessão emergencial foi aprovada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A movimentação político-diplomática é uma represália após uma resolução que exigia a retirada imediata das tropas russas do território ucraniano ser vetada por causa de somente um voto contra que veio justamente da Rússia.
A Assembleia Geral das Nações Unidas conta com 193 membros e não existe direito a veto.
