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Em seu primeiro ano na Sefaz, Victer diz que pegou um 'avião em velocidade de cruzeiro'

Por Gabriel Lopes

Giovanna Victer | Foto: Marina Nadal / Bahia Notícias

Recursos empenhados para a área da saúde no segundo ano de enfrentamento à pandemia, arrecadação, crise no transporte público e polêmicas com o IPTU. Esse foi um pouco do cenário enfrentado por Giovanna Victer, secretária da Fazenda de Salvador em 2021. Depois de pouco mais de um ano no comando da Sefaz, a titular da pasta compara o início do seu trabalho com "pilotar um avião em velocidade de cruzeiro". Para Victer, seu desembarque na capital baiana foi em busca de novos desafios. Ela deixou o comando da Secretaria da Fazenda de Niterói para integrar o secretariado do prefeito Bruno Reis (UB).

 

Um dos principais assuntos junto à Sefaz no início de 2022 é o aumento do IPTU e da TRSD (taxa de lixo) para o exercício. Alvo de inúmeras críticas, Victer, contudo, afirma que as contestações não incomodam e se blinda com fundamentos técnicos. Segundo a secretária, "há uma certeza de que está sendo feito o que tem que ser feito" em Salvador.

 

"Posso explicar que 10,74% é o mesmo critério de reajuste do IPTU dos últimos sete anos, que foi a inflação do período - de dezembro a novembro. E o número é dado pelo Banco Central, eu não tenho o que inventar. O que aconteceu esse ano é que a inflação foi muito alta. Óbvio que vai impactar a vida das famílias. Mas, não há porque eu me incomodar, o critério é técnico e foi aplicado. Mesma coisa a questão da TRSD, a taxa que era recolhida, não cobria as despesas de transporte, tratamento e destinação do resíduo individual. A gente fez as contas, quanto precisava para cobrir, cumprimos a lei da política nacional de resíduos sólidos, que é o equilíbrio do sistema de receita e despesa", justificou em entrevista ao Bahia Notícias.

 

Outro ponto que ganhou atenção especial na Sefaz foi o transporte público, um dos princiais calos da gestão municipal, segundo o próprio Bruno Reis. Para Victer, a proposta de subsídio para o transporte municipal aprovada no Senado ainda não é a ideal.

 

"O que resolve o problema é não imaginar que vai financiar o transporte só com tarifa porque isso não existe em lugar nenhum do mundo, o transporte é um bem público. Tem que criar o que Bruno tem chamado SUS do transporte público, aonde você vai criar uma situação integrada entre Estados, na região metropolitana, integrar os diversos modais, aí sim isso vai rodar", disse.

 

Confira aqui a entrevista na íntegra.

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