O MUNDO DÁ VOLTA, CAMARÁ
Em sua coluna diária publicada no jornal A Tarde, Samuel Celestino analisa neste domingo a mudança política que Salvador e todo o estado da Bahia vivem após o final do Carlismo, determinado pela morte de ACM e as últimas três derrotas eleitorais. O jogo político, com as antes improváveis alianças estabelecidas para a disputa do segundo turno, revelam a nova cara da política baiana, que em cerca de dois anos conseguiu uma reviravolta em que não se pode mais pensar simplesmente em termos de direita e esquerda. Os diálogos entre Geddel Vieira Lima e o DEM e a aproximação do bispo Márcio Marinho, por exemplo, revelam que o jogo político estadual agora se revela franco, em que legendas não se podem mais dar ao luxo de renunciar ao diálogo. O movimento revela a maturidade democrática brasileira e enterrando a prevalência pura e simples das ideologias. “Isso não significa nada, porém, em relação ao futuro, e ficou definido claramente no termo de compromisso de acordo firmado. É um fenômeno notável da política que teria que acontecer fatalmente na Bahia, mais cedo ou mais tarde."
