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Sílvio Humberto defende auxílio e ações permanentes para trabalhadores do Carnaval

Por Bruno Leite

Foto: Bruno Leite / Bahia Notícias

O vereador Sívio Humberto (PSB) reforçou nesta terça-feira (8) a defesa pela criação de um auxílio para os trabalhadores do Carnaval e a tomada de ações por parte do poder público para apoiar as categorias envolvidas a longo prazo. 

 

A pauta levantada pelo vereador foi uma das proposições do manifesto "Carnaval é festa, trabalho e pão", lançado por entidades e representações ligadas à festa no último dia 20. A iniciativa pede, além do auxílio, um fundo de financiamento para a folia.

 

"Ainda não tivemos audiência com o prefeito Bruno Reis, entregamos o manifesto ao secretário Fábio Mota. Assim, já existe o SOS Cultura e o que pretendemos é que isso se amplie e aumente o valor', declarou Sílvio Humberto ao Bahia Notícias.

 

Caso seja implementado, na avaliação do edil, há um reconhecimento de alternativas econômicas e sociais para as pessoas que, na cadeia produtiva movimentada pelo Carnaval, são as mais vulneráveis.

 

"É uma regra de ouro dentro da economia que quanto menor sua renda, mais você consome. Então se você faz essa renda chegar e a economia girar. De uma forma indireta essa renda volta para os cofres públicos à medida que você vai comprando produtos e mantendo sua subsistência", indicou.

 

O QUE PEDE O MANIFESTO
Conforme propõe o manifesto, o apoio financeiro contemplaria os trabalhadores impactados pelo cancelamento do Carnaval com ao menos quatro parcelas, em valor semelhante ao que foi pago pelo governo federal através do auxílio emergencial (veja aqui na íntegra). O montante, estimado em R$ 130 milhões, seria investido pelo estado e pelo município. O valor seria o mesmo que os dois entes aplicariam para que os blocos fossem para a rua este ano.

 

O segundo eixo da proposição das entidades carnavalescas é a reserva de recursos para agremmiações populares e comunitárias, como os blocos afros, afoxés e blocos de samba. A fonte de recursos seria o próprio poder público e os negócios privados do mercado da festa.

 

PREFEITURA CONFIRMOU O AUXÍLIO
No último dia 4 de fevereiro, o prefeito Bruno Reis (DEM) confirmou o interesse do município em implementar um auxílio semelhante ao que foi solicitado e detalhou como irá funcionar a medida (clique aqui).

 

Durante a entrega de novos leitos de UTI e clínicos no Hospital Martagão Gesteira, o gestor municipal informou que o desejo da prefeitura é de ampliar o valor dado aos profissionais da área dobrando o valor. Em 2021, o auxílio, que foi custeado com o apoio de iniciativa privada, beneficiou cerca de 6 mil profissionais com um salário mínimo. 

 

"O universo é pouco mais de 6 mil pessoas, o desejo da prefeitura é pagar dois salários mínimos, no ano passado nós pagamos 1 salário mínimo. Minha ideia agora é dobrar. Para isso eu estou fazendo captação de apoio da iniciativa privada".

 

De acordo com Bruno Reis, a ideia é que o valor seja pago antes do dia 24 de fevereiro, data em que seria iniciada a folia momesca em Salvador. Caso não haja apoio da iniciativa privada, o auxílio será custeado pelo município.

 

"Estamos em tratativas com a Ambev e outros parceiros para que possam ajudar a assumir essa conta. Caso a gente consiga parte desses recursos, isso ameniza os investimentos públicos. Caso não consiga, a prefeitura irá assumir essa conta sozinha, que são 2 salários mínimos, que nós pretendemos pagar ainda antes do período que iria acontecer o Carnaval".

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